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Viagens corporativas em alta: por que a gestão estratégica se tornou essencial

Viagens corporativas em alta - por que a gestão estratégica se tornou essencial

O cenário das viagens corporativas no Brasil voltou a ganhar força e, com isso, cresce também a necessidade de uma gestão mais estratégica, organizada e baseada em dados. Empresas que mantêm equipes em constante deslocamento precisam estruturar processos claros, adotar políticas de viagem eficientes e contar com acompanhamento especializado para garantir controle financeiro, eficiência operacional e segurança nas decisões.

Dados recentes reforçam essa tendência. Segundo informações da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) divulgadas pelo Governo Federal, o setor registrou em agosto de 2025 uma receita de R$ 1,21 bilhão, representando um crescimento de 2,41% em relação ao mesmo período de 2024, quando o faturamento foi de R$ 1,18 bilhão.

O avanço mostra que as viagens de negócios voltaram a ocupar um papel relevante na estratégia das empresas.

A importância das viagens de negócios no ambiente corporativo

Além do crescimento financeiro do setor, estudos internacionais também indicam que os deslocamentos corporativos continuam sendo uma ferramenta importante para fortalecer relações comerciais e impulsionar resultados.

A pesquisa “The State of Corporate Travel & Expense 2026”, divulgada pelo portal Panrotas, aponta que:

  • 90% dos profissionais consideram as viagens corporativas um investimento essencial para os negócios
  • 48% realizaram seis ou mais viagens nos últimos 12 meses
  • 84% acreditam que reuniões presenciais são mais eficazes do que encontros virtuais

Esses números demonstram que, mesmo com a expansão das ferramentas digitais, o contato presencial continua sendo decisivo para negociações, parcerias e desenvolvimento de oportunidades comerciais.

Planejamento e política de viagens: pilares da organização

Com o aumento do volume de deslocamentos, empresas passaram a perceber que viajar a trabalho exige gestão estruturada e planejamento estratégico.

Segundo Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, agência especializada em gestão de viagens corporativas, a retomada do setor reforçou a importância de tratar as viagens como um investimento que precisa ser administrado com responsabilidade.

“Quando não existe uma política clara, o crescimento do número de viagens pode gerar gastos desordenados, decisões inconsistentes e dificuldade de controle. A política de viagens surge justamente para garantir previsibilidade, governança e alinhamento entre as necessidades da empresa e o uso consciente dos recursos”, explica.

Uma política bem estruturada estabelece diretrizes importantes, como:

  • categorias de voos autorizadas
  • limites de tarifas
  • tipos de hospedagem permitidos
  • processos de aprovação
  • responsabilidades de cada área envolvida

Esse tipo de organização contribui para evitar decisões subjetivas, retrabalho, conflitos internos e custos desnecessários.

Falta de planejamento pode aumentar custos e reduzir eficiência

Por outro lado, empresas que não possuem regras definidas enfrentam desafios operacionais e financeiros.

Entre os problemas mais comuns estão:

  • compras feitas fora do momento ideal
  • escolhas pouco eficientes de voos e hotéis
  • processos de aprovação demorados
  • falta de padronização nas decisões

Esses fatores impactam diretamente o orçamento e também a experiência do colaborador.

“Quando não há planejamento, a logística passa a ser uma preocupação constante para o funcionário. Isso gera desgaste, aumenta o tempo gasto com processos operacionais e reduz o foco no objetivo principal da viagem: o resultado profissional”, analisa Marteletto.

Política de viagens como ferramenta estratégica

Muito além de um conjunto de regras administrativas, a política de viagens pode se tornar uma ferramenta estratégica de gestão.

De acordo com o especialista, quando bem aplicada ela permite que a empresa:

  • consolide dados sobre viagens
  • identifique padrões de consumo
  • antecipe compras
  • negocie melhores condições com fornecedores
  • priorize deslocamentos que realmente agreguem valor ao negócio

Com base nessas informações, decisões passam a ser tomadas com mais inteligência e previsibilidade.

“A economia não acontece apenas com cortes de gastos, mas principalmente com decisões mais estratégicas e bem planejadas”, destaca.

Outro benefício é a transparência para os colaboradores, que passam a compreender claramente como funcionam os processos de viagem e quais são as expectativas da empresa.

Ganhos operacionais e experiência do colaborador

A padronização também impacta diretamente a eficiência operacional das empresas.

Com processos claros, o fluxo de aprovação e organização das viagens torna-se:

  • mais rápido
  • mais previsível
  • mais escalável
  • mais fácil de gerenciar

Além disso, os colaboradores passam a viajar com mais segurança e tranquilidade, sabendo exatamente como proceder em cada etapa.

Isso contribui para melhorar a experiência do profissional e aumentar a produtividade durante as viagens.

O papel das agências especializadas

Para muitas empresas, a gestão completa de viagens corporativas pode ser complexa. Nesse contexto, contar com uma agência especializada pode fazer toda a diferença.

Segundo o diretor da Live Viagens, o trabalho de uma empresa especializada vai muito além da emissão de passagens e reservas de hotéis.

Essas agências atuam como parceiras estratégicas, auxiliando na construção de políticas de viagem alinhadas à realidade e ao momento de cada organização.

Além disso, utilizam tecnologias avançadas para acompanhar o desempenho das viagens corporativas por meio de:

  • relatórios gerenciais
  • ferramentas de Business Intelligence (BI)
  • análise de dados
  • inteligência artificial

Esses recursos permitem acompanhar indicadores em tempo real, identificar oportunidades de otimização e adaptar a política de viagens conforme as necessidades da empresa evoluem.

Gestão inteligente para crescimento sustentável

Para Thiago Marteletto, o segredo está em entender que a política de viagens deve ser encarada como um instrumento de gestão.

“Mais do que um conjunto de regras, a política de viagens deve apoiar a tomada de decisões estratégicas. Quando bem estruturada, ela equilibra controle financeiro, eficiência operacional e experiência do colaborador, contribuindo diretamente para a sustentabilidade e o crescimento das empresas.”

Em um cenário em que as viagens corporativas voltam a ganhar relevância, investir em planejamento e gestão especializada pode ser o diferencial entre gastos desorganizados e uma estratégia eficiente de desenvolvimento de negócios.